História da interpretação dos sonhos no Oriente
Sonhos como mensagens entre mundos
No Leste Asiático, os sonhos foram lidos por séculos como trânsito entre o humano e o além-humano: ancestrais visitando, espíritos aconselhando. A tradição chinesa do livro de sonhos do Duque de Zhou catalogou símbolos e fortunas, um estilo que ainda molda como se fala de sonhos.
A tradição coreana
A Coreia cultivou uma cultura onírica especialmente viva: o taemong (sonho de concepção com tigres, dragões ou frutas luminosas) segue sendo tesouro de família; sonhos com ancestrais são tratados com respeito; e a fala cotidiana conserva o gilmong (sonho auspicioso) e o hyungmong (sonho de mau agouro), e até o costume de comprar um bom sonho.
Ler a tradição hoje
O distintivo do Oriente é a atenção ao desfecho e ao tom: a mesma cobra pode ser fortuna ou aviso conforme o sonho se sentiu. Este dicionário apresenta essas leituras como herança cultural para pensar, ao lado da psicologia, não como veredictos.